Eu achava esse arroz tão comum que nunca postei. Mas quando fizemos um almoço outro dia e a comida encomendada veio com pouco risoto, fiz rapidamente uma porção para não faltar comida.
Não é que o meu arroz de cebolas fez mais sucesso que o risoto do buffet badalado? Na verdade é outra receita da família do marido, para acompanhar peixes e frutos do mar.
Ingredientes:
4 xícaras de chá de arroz agulhinha lavado e escorrido
5 colheres de sopa de óleo ou azeite de oliva
8 xícaras de água fervente
1 cebola grande picada
1/2 xícara de chá de amêndoas em lâminas torradas
sal o quanto baste
Frite as cebolas na gordura até ficarem bem caramelizadas, mas sem queimar. Junte o arroz e frite bem, como o preparo do arroz-nosso-de-cada-dia. Junte a água, acerte o sal e deixe cozinhar normalmente.
Na hora de servir misture as amêndoas. Pronto, só isso mas fica muito saboroso.
Experiências na cozinha e no cotidiano, coisas que faço fora da cozinha e que fazem bem à alma, às papilas gustativas e aos olhos.
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terça-feira, 17 de setembro de 2013
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Iwashi no suzukê (sardinhas curtidas)
Esse prato me traz a lembrança da última refeição que meu avô materno fez em nossa casa antes de partir. Ele vivia com minha tia, mas veio passar uns dias conosco. Minha mãe sabia que era um dos pratos preferidos dele e fez.
Eu nunca tinha dado muita atenção, mas provei com ele e adorei, apesar de ser peixe (quando era criança não gostava muito de peixes e frutos do mar e a primeira vez que experimentei um sashimi foi aos 17 anos).
No feriado fui à feira e vi sardinhas bonitas e perguntei à mamãe se poderia me ensinar a fazer as sardinhas que o ditchan gostava. Pedi que o peixeiro que limpasse os peixes e fizesse filés.
Bem, a receita é de uma simplicidade tal, mas o resultado é super saboroso. Andei pesquisando na net e tem muita gente que consome como se fosse um sashimi com shoyu, wasabi e gengibre ou comem só com shoyu e cebolinha picada. Mas o que acontece é que ele é cozido com a acidez do vinagre do mesmo modo que os ceviches.
Os ingredientes são:
-filés de sardinhas limpas e sem pele (isso dá um trabalhinho, mas segundo meu avô, o namagussai - cheiro de peixe - vem da pele) e secas com papel absorvente para tirar o excesso de água de quando você lava o peixe.
- vinagre de arroz o quanto baste
-sal refinado o quando baste
Simplesmente salgue sem exageros dos dois lados dos filés de sardinhas, arrume num refratário e cubra com o vinagre. Caso o vinagre utilizado tenha alta acidez, dilua um pouco de água. Deixe na geladeira, tampada com filme plástico por no mínimo 6 horas. Minha mãe prefere bem curada e me ensinou que de um dia para outro já fica no ponto. A carne fica firme e esbranquiçada, como se tivesse sido cozida.
Temperei arroz japonês que foi cozido em água e temperei com uma mistura de água, sal, açúcar e vinagre de arroz. Fiz sushis e arrumei um filé de sardinha marinada sobre cada bolinho. Consumi como sushi, acompanhado de shoyu e wasabi.
Eu usei na verdade vinagre de vinho branco, pois qualquer vinagre claro serve para o preparo já que antigamente se usava o ácido acético diluído em água para preparar esse prato, bem como para temperar o arroz dos sushis. Hoje essa substância tem a venda controlada e ficou mais difícil comprar ao mesmo tempo que o vinagre de arroz ficou mais popular no Brasil. Eu prefiro o ácido, pois fica mais forte sem ficar aguado, principalmente para temperar o arroz do sushi.
Matei a vontade e aprendi a fazer um prato milenar japonês.
Eu nunca tinha dado muita atenção, mas provei com ele e adorei, apesar de ser peixe (quando era criança não gostava muito de peixes e frutos do mar e a primeira vez que experimentei um sashimi foi aos 17 anos).
No feriado fui à feira e vi sardinhas bonitas e perguntei à mamãe se poderia me ensinar a fazer as sardinhas que o ditchan gostava. Pedi que o peixeiro que limpasse os peixes e fizesse filés.
Bem, a receita é de uma simplicidade tal, mas o resultado é super saboroso. Andei pesquisando na net e tem muita gente que consome como se fosse um sashimi com shoyu, wasabi e gengibre ou comem só com shoyu e cebolinha picada. Mas o que acontece é que ele é cozido com a acidez do vinagre do mesmo modo que os ceviches.
Os ingredientes são:
-filés de sardinhas limpas e sem pele (isso dá um trabalhinho, mas segundo meu avô, o namagussai - cheiro de peixe - vem da pele) e secas com papel absorvente para tirar o excesso de água de quando você lava o peixe.
- vinagre de arroz o quanto baste
-sal refinado o quando baste
Simplesmente salgue sem exageros dos dois lados dos filés de sardinhas, arrume num refratário e cubra com o vinagre. Caso o vinagre utilizado tenha alta acidez, dilua um pouco de água. Deixe na geladeira, tampada com filme plástico por no mínimo 6 horas. Minha mãe prefere bem curada e me ensinou que de um dia para outro já fica no ponto. A carne fica firme e esbranquiçada, como se tivesse sido cozida.
Temperei arroz japonês que foi cozido em água e temperei com uma mistura de água, sal, açúcar e vinagre de arroz. Fiz sushis e arrumei um filé de sardinha marinada sobre cada bolinho. Consumi como sushi, acompanhado de shoyu e wasabi.
Eu usei na verdade vinagre de vinho branco, pois qualquer vinagre claro serve para o preparo já que antigamente se usava o ácido acético diluído em água para preparar esse prato, bem como para temperar o arroz dos sushis. Hoje essa substância tem a venda controlada e ficou mais difícil comprar ao mesmo tempo que o vinagre de arroz ficou mais popular no Brasil. Eu prefiro o ácido, pois fica mais forte sem ficar aguado, principalmente para temperar o arroz do sushi.
Matei a vontade e aprendi a fazer um prato milenar japonês.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Barbounia tiganites (trilhas fritas)
A trilha é um peixe vermelho com uma carne delicada cujo sabor lembra camarão, deliciosa. Também é chamada de salmonete. Aprendi com uma tia egípcia, mas tenho impressão que há uma influência grande da parte grega da família, pois o próprio nome "barbounia" é grego, pelo que pesquisei posteriormente. Mas sendo os dois países banhados pelo Mediterrâneo e tão geograficamente próximos, vou classificar como comida mediterrânea para não complicar (no restaurante Acrópoles eles servem também. Quando não encontro o peixe ou bate a preguiça vou me deleitar por lá).
1 kilo de trilhas inteiras e limpas.
2 dentes de alho amassado
suco de 2 limões
sal
pimenta do reino
2 colheres de sopa de salsinha picada
farinha de trigo para empanar
óleo para fritar.
Super simples: marine os peixes em alho, sal, pimenta, salsinha e suco dos limões durante 6 horas. Ou ao menos 2 horas. Empane na farinha e frite. Sirva acompanhado de skordalia, salada verde ou fatouche e arroz branco.
Já troquei a salsinha por 1 colher de sopa de endro fresco picado, mudou o sabor, mas ficou gostoso.
1 kilo de trilhas inteiras e limpas.
2 dentes de alho amassado
suco de 2 limões
sal
pimenta do reino
2 colheres de sopa de salsinha picada
farinha de trigo para empanar
óleo para fritar.
Super simples: marine os peixes em alho, sal, pimenta, salsinha e suco dos limões durante 6 horas. Ou ao menos 2 horas. Empane na farinha e frite. Sirva acompanhado de skordalia, salada verde ou fatouche e arroz branco.
Já troquei a salsinha por 1 colher de sopa de endro fresco picado, mudou o sabor, mas ficou gostoso.
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