Desde que descobri o mundo das especiarias adoro fazer comida com sotaque árabe. Esse prato é delicioso e fácil de fazer. Na versão original, precisamos de uma tajine (panela de barro com tampa cônica típica dos países da região do Magreb - Marros, Líbia, Argélia), mas podemos substituir por uma panela de pressão. A panela tajine é uma versão primitiva da panela de pressão, mas de cocção mais lenta.
Enquanto não compro a minha tagine, vou de pressão mesmo.
Devo acrescentar que me inspirei na Tasca da Elvira e outros blogs. Porém, ontem navegando pelo Orkut, encontrei uma receita postada pela Lu Farah que é muito parecida e eu não poderia deixar de citar, pois o post dela é antigo e certamente devo ter visto, pois sempre acompanho essa comunidade.
Serve 6 pessoas que comem bem se for o prato único, ou 10 se forem servidos mezes de entrada.
1 Kg de miolo de acém em cubos
1/2 abóbora japonesa (kabotchan) em cubos grandes
3 cebolas médias picadas
2 abobrinhas italianas em rodelas grossas ou palitos grossos
1 lata de grão-de-bico cozido sem a água.
1 tomate maduro picado
1 pedaço pequeno de gengibre ralado
1/2 maço de coentro picado
3 dentes de alho grandes picados
1 colher de sobremesa de has el hanout
1 colher de chá de coentro em pó
1 colher de chá de cominho em pó
1/2 colher de chá de sementes de erva-doce em pó (é só tostar levemente e pilar)
1 colher de chá rasa de curcuma ou pistilos de açafrão (eu pus os dois)
1 colher de chá de páprica picante
1 anis estrelado
pimenta calabresa a gosto
sal a gosto
azeite
caldo de carne ou galinha ou água quente o suficiente.
Acompanhamento: couscous marroquino com salsinha picada (siga as instruções da embalagem e por fim junte um punhado de salsinha picada antes de servir). Usei 500g de couscous seco que preparei conforme a embalagem.
Aqueça o azeite e frite as cebolas até dourarem. Separe 2/3 e reserve. Ao restante da cebola frita, junte metade do alho e deixe dourar, junte o gengibre e a carne. Sele a carne, junte o tomate e as especiarias, sal, um punhado do coentro picado e reserve o resto do coentro. Junte o caldo até cobrir, tampe a panela e cozinhe por 30 minutos.
Junte a abóbora, veja se o caldo cobre os vegetais. Se necessário, acrescente mais água e volte a cozinhar na pressão por mais 12 minutos.
Em outra panela, aqueça o azeite, doure o restante do alho e junte o restante do coentro picado. Refogue até começar a murchar.
Retire as abóboras e reserve.
Junte o refogado do coentro e o resto da cebola frita à carne. Prove o tempero. Coloque as abobrinhas e o grão-de-bico e deixe cozinhar até a abobrinha ficar al dente.
Coloque a carne num refratário de servir, arrume as batatas e abóboras cozidas por cima. (Se estiverem frias, cubra com papel alumínio e leve ao forno para aquecer, pois reservo elas para não acabarem se quebrando no processo de cozimento e monto o prato com os pedaços de abóbora por cima, pois quem não gosta, não pega).
Como é um prato bem condimentado, se alguma das especiarias não forem do agrado, diminua a quantidade ou retire do preparo.
Sirva com o couscous.
Experiências na cozinha e no cotidiano, coisas que faço fora da cozinha e que fazem bem à alma, às papilas gustativas e aos olhos.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
O que faço fora da cozinha..

Além de gostar de cozinhar, adoro trabalhar com as mãos. Desde pequena faço artesanato incentivada por minha mãe que também tem uma mão maravilhosa.
Dentre as várias técnicas que faço, atualmente estou montando pingentes para amarrar e enfeitar cortinas.
A técnica foi garimpada na net e entre livros especializados que fui achando sobre o assunto e agregada à uma noção que eu já tinha de macramê. Quase comprei um livro importado, mas acabei desistindo. Me deixei levar pela intuição (coisa de pisciana?) e acho que ficou um trabalho interessante.
São feitos em fio de seda e contas grandes de acrílico e algum detalhe em contas metalizadas.

sábado, 7 de fevereiro de 2009
Lugares para visitar: Bom Retiro (Parte I)
São Paulo é uma cidade multi cultural, como disse o africano Adeleke Ajiyobiojo no documentário Cosmópolis da Mutante Filmes (roteiro e direção: Camilo Tavares, Otávio Cury e Cói Belluzzo), "cada habitante da cidade carrega nas veias dois ou três continentes". Graças a isso, temos uma variedade imensa de restaurantes e lanchonetes que nos oferecem pratos de diferentes cantos do mundo.
Vou começar pelo bairro considerado o mais multi cultural da cidade e onde por coincidência moro e trabalho: Bom Retiro.
O Bom Retiro era no final do século XIX e início do XX, um "local de retiro" com chácaras onde os moradores da cidade vinham descansar nos finais de semana. Contava também com conventos (um deles hoje é o Museu de Arte Sacra, na Av. Tiradentes).
Passavam bondes e logo foi instalada a estação de trens, construída por ingleses e por isso o estilo inglês da construção, hoje a estação da Luz. Em razão desta estação de trem no bairro, os imigrantes que vinham de Santos começaram a se estabelecer por aqui, primeiramente os italianos e alguns poucos japoneses, que construíram um estádio de baiseball, perto da quadra da Gaviões da Fiel. Do início até metade do século XX vieram também os gregos.
Depois vieram os judeus de diversos pontos do mundo no início do século e em outra leva após a Segunda Guerra, principalmente da Europa, que tomaram conta do bairro até ser ocupado pelos coreanos. Os imigrantes mais recentes são os bolivianos, que fogem da miséria de seu país para costurar as confecções coreanas.
A presença judaica é forte, muitas propriedades ainda são de judeus e há muitas lojas, principalmente de tecidos. Na parte de comidas, ainda temos boas opções judaicas.
Vou começar falando dos amigos e ex-vizinhos Adi e Shoshana Baruch, donos do Adi Shoshi Delishop (Rua Correia de Melo, 206, tel. 3228-4774). Quando eu morava na Correia de Melo, todo dia passava lá para pelo menos comer à tarde os pavês ou o pudim de leite acompanhado de um expresso. As sexta-feiras mais frias são dias de se deliciar com o Tchulent, uma espécie de feijoada judaica com feijões brancos, galinha, carne de peito, cevadinha, batatas e kishque com schmaltz (tripa recheada com grãos e schmaltz=gordura de galinha). Mas não deixe de experimentar os varenikes (ravioles recheados com batata e cebola fritas), mish mash (patê de fígado de galinha com salada de ovos cozidos), os peitos de frango empanados com gergelim e fritos, a sardinha marinada e se nada disso apetecer, eles ainda preparam deliciosas massas italianas. E as sopas e suflês variados também, bem caseiros.
Se quiser só um petisco, vá até a loja da mãe da Shoshana, a famosa Casa Bulgara (rua Silva Pinto, 356 e outros endereços, tel. 3222-9849), com suas campeãs burekas (segundo a Vejinha e Guia 4 Rodas). Essa rosca de massa folhada levíssima e crocante, leva vários recheios (carne com beringela, queijo, queijo com espinafre, carne, batatas, frango e o de gorgonzola) tradicionalmente salgados e agora também alguns doces. A casa fundada por dona Lona Levi é uma das maravilhas do bairro e quem quiser levar para casa, ela vende as burekas congeladas também. Ótima dica para quem não aguentar provar todos os sabores na loja, porque você vai querer experimentar todos.
Na Correia de Melo ainda, há a mais recente casa aberta com comidas judaicas, o Goody Chocolates (rua Correia de Melo, 123, tel. 3331-1288). É uma casa kasher, que serve além de chocolates, doces árabes (os donos são egípcios), tem serviço de um pequeno café e boulangerie.
A loja de outro amigo também não poderia faltar: a Doceria Burikita (rua Três Rios, 138, tel. 3227-2654). O David tem as burikitas (salgadinhos folhados crocantes com recheios de queijo e de batatas) e os maravilhosos doces como o gerbô, rocambole de figo com nozes, bolos diversos e se for época, os doces de morangos são divinos.
Falando em petiscos, não poderia deixar de falar do faláfel da Malka (Rua Rua José Paulino, 345 - loja 23-A Galeria Nova José Paulino, tel. 222-2157 - 222-6057). Faláfel são bolinhos de grão-de-bico moídos com temperos e fritos, acompanhados de picles, salada de pepinos e tomates e molho taratour no pão árabe. Podem ser servidos no pão ou no prato. Além disso, a Malka serve kaftas e outros pratos com sotaque árabe-israelense.
A Casa Menorah (rua Guarani, 144, tel.3228-6105 ) é outro lugar antigo que serve o bairro com especialidades judaicas. É bem mais um empório, mas podem ser degustadas alguns itens, como as famosas empadinhas e beigales. Lá vocês encontram challá fresquinha (pão judaico), hering em diversas preparações, pão de celobas e vários produtos kasher.
Mais como curiosidade, vou citar o açougue kasher Mehadrin (Rua Prates 689) e a peixaria kasher, que virou também empório o Beny´s Kosher Fish & Appetizing (Rua Mamoré 214 ), que fica a duas quadras de casa, mas ainda não visitei depois de ter virado empório.
O Bom Retiro é muito mais que a Rua José Paulino e confecções com preços convidativos. É um bairro cheio de História e cultura que vale a pena ser visitado.
Vou começar pelo bairro considerado o mais multi cultural da cidade e onde por coincidência moro e trabalho: Bom Retiro.
O Bom Retiro era no final do século XIX e início do XX, um "local de retiro" com chácaras onde os moradores da cidade vinham descansar nos finais de semana. Contava também com conventos (um deles hoje é o Museu de Arte Sacra, na Av. Tiradentes).
Passavam bondes e logo foi instalada a estação de trens, construída por ingleses e por isso o estilo inglês da construção, hoje a estação da Luz. Em razão desta estação de trem no bairro, os imigrantes que vinham de Santos começaram a se estabelecer por aqui, primeiramente os italianos e alguns poucos japoneses, que construíram um estádio de baiseball, perto da quadra da Gaviões da Fiel. Do início até metade do século XX vieram também os gregos.
Depois vieram os judeus de diversos pontos do mundo no início do século e em outra leva após a Segunda Guerra, principalmente da Europa, que tomaram conta do bairro até ser ocupado pelos coreanos. Os imigrantes mais recentes são os bolivianos, que fogem da miséria de seu país para costurar as confecções coreanas.
A presença judaica é forte, muitas propriedades ainda são de judeus e há muitas lojas, principalmente de tecidos. Na parte de comidas, ainda temos boas opções judaicas.
Vou começar falando dos amigos e ex-vizinhos Adi e Shoshana Baruch, donos do Adi Shoshi Delishop (Rua Correia de Melo, 206, tel. 3228-4774). Quando eu morava na Correia de Melo, todo dia passava lá para pelo menos comer à tarde os pavês ou o pudim de leite acompanhado de um expresso. As sexta-feiras mais frias são dias de se deliciar com o Tchulent, uma espécie de feijoada judaica com feijões brancos, galinha, carne de peito, cevadinha, batatas e kishque com schmaltz (tripa recheada com grãos e schmaltz=gordura de galinha). Mas não deixe de experimentar os varenikes (ravioles recheados com batata e cebola fritas), mish mash (patê de fígado de galinha com salada de ovos cozidos), os peitos de frango empanados com gergelim e fritos, a sardinha marinada e se nada disso apetecer, eles ainda preparam deliciosas massas italianas. E as sopas e suflês variados também, bem caseiros.
O serviço é super simpático com sistema de delishop (muitos pratos estão prontos na vitrine e são aquecidos no microondas a pedido do cliente), outros vêm das panelas na cozinha ou são finalizados/preparados ao serem pedidos.
Se quiser só um petisco, vá até a loja da mãe da Shoshana, a famosa Casa Bulgara (rua Silva Pinto, 356 e outros endereços, tel. 3222-9849), com suas campeãs burekas (segundo a Vejinha e Guia 4 Rodas). Essa rosca de massa folhada levíssima e crocante, leva vários recheios (carne com beringela, queijo, queijo com espinafre, carne, batatas, frango e o de gorgonzola) tradicionalmente salgados e agora também alguns doces. A casa fundada por dona Lona Levi é uma das maravilhas do bairro e quem quiser levar para casa, ela vende as burekas congeladas também. Ótima dica para quem não aguentar provar todos os sabores na loja, porque você vai querer experimentar todos.
Na Correia de Melo ainda, há a mais recente casa aberta com comidas judaicas, o Goody Chocolates (rua Correia de Melo, 123, tel. 3331-1288). É uma casa kasher, que serve além de chocolates, doces árabes (os donos são egípcios), tem serviço de um pequeno café e boulangerie.
A loja de outro amigo também não poderia faltar: a Doceria Burikita (rua Três Rios, 138, tel. 3227-2654). O David tem as burikitas (salgadinhos folhados crocantes com recheios de queijo e de batatas) e os maravilhosos doces como o gerbô, rocambole de figo com nozes, bolos diversos e se for época, os doces de morangos são divinos.
Falando em petiscos, não poderia deixar de falar do faláfel da Malka (Rua Rua José Paulino, 345 - loja 23-A Galeria Nova José Paulino, tel. 222-2157 - 222-6057). Faláfel são bolinhos de grão-de-bico moídos com temperos e fritos, acompanhados de picles, salada de pepinos e tomates e molho taratour no pão árabe. Podem ser servidos no pão ou no prato. Além disso, a Malka serve kaftas e outros pratos com sotaque árabe-israelense.
A Casa Menorah (rua Guarani, 144, tel.3228-6105 ) é outro lugar antigo que serve o bairro com especialidades judaicas. É bem mais um empório, mas podem ser degustadas alguns itens, como as famosas empadinhas e beigales. Lá vocês encontram challá fresquinha (pão judaico), hering em diversas preparações, pão de celobas e vários produtos kasher.
Mais como curiosidade, vou citar o açougue kasher Mehadrin (Rua Prates 689) e a peixaria kasher, que virou também empório o Beny´s Kosher Fish & Appetizing (Rua Mamoré 214 ), que fica a duas quadras de casa, mas ainda não visitei depois de ter virado empório.
O Bom Retiro é muito mais que a Rua José Paulino e confecções com preços convidativos. É um bairro cheio de História e cultura que vale a pena ser visitado.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Gyoza ou guiosa (pastel japonês/chinês)

Essa receita fiz a pedido do meu bebê, que a-do-ra comida japonesa/oriental.
Nunca tinha feito e comecei a pesquisar na net e achei no blog do Vitor Hugo, Prato Fundo , uma que me pareceu perfeita.
Nunca tinha feito e comecei a pesquisar na net e achei no blog do Vitor Hugo, Prato Fundo , uma que me pareceu perfeita.
E descobri mais um blog para visitar sempre, pois o Vitor escreve muito bem e pelo jeito também cozinha muito bem.
Bem essas gyozas foram fáceis de executar. Eu, para variar, mudei o recheio. Mas dessa vez foi por falta de nirá mesmo. Quando for fazer de novo, vou seguir a receita direitinho.
Fiz o recheio assim:
1/2 Kg de lombo picado (para ser mais prático, pode mandar moer)
2 dentes de alho picado
1 pedaço de gengibre picado
2 colheres de sopa de azeite para refogar
2 pratos fundos de acelga em tirinhas
1 maço de cebolinha picada
sal, pimenta-do-reino à gosto
shoyo a gosto
molho de ostra à gosto
Aqueça o azeite e frite o alho e o gengibre. Junte a parte branca da cebolinha e a acelga e refogue ligeiramente. Salgue e apimente. Deixe esfriar.
Misture a carne ao refogado de acelga, junte os temperos e recheie.
O resto fiz como o Vitor Hugo descreveu no blog dele.
Bem essas gyozas foram fáceis de executar. Eu, para variar, mudei o recheio. Mas dessa vez foi por falta de nirá mesmo. Quando for fazer de novo, vou seguir a receita direitinho.
Fiz o recheio assim:
1/2 Kg de lombo picado (para ser mais prático, pode mandar moer)
2 dentes de alho picado
1 pedaço de gengibre picado
2 colheres de sopa de azeite para refogar
2 pratos fundos de acelga em tirinhas
1 maço de cebolinha picada
sal, pimenta-do-reino à gosto
shoyo a gosto
molho de ostra à gosto
Aqueça o azeite e frite o alho e o gengibre. Junte a parte branca da cebolinha e a acelga e refogue ligeiramente. Salgue e apimente. Deixe esfriar.
Misture a carne ao refogado de acelga, junte os temperos e recheie.
O resto fiz como o Vitor Hugo descreveu no blog dele.
Aproveito e agradeço a ele a receita e autorização para o link.
Ataif ou ataief

Esse doce árabe é um dos meus preferidos. Adoro com natas, mas hoje provei no Empório Árabe um com recheio de figos com nozes que estava dos deuses.
Massa: 1 1/2 xíc. de chá de leite morno
1 tablete (15g) de fermento biológico desmanchado em um pouco de açúcar
1 pitada de sal
2 xíc. de chá de água morna
4 xíc. de chá de farinha de trigo peneirada
manteiga ou óleo para untar a chapa.
Calda: 4 xíc. de chá de açúcar
1/2l de água
1 colher de suco de limão
1 colher de água de flor de laranjeira.
Desmanche o fermento no açúcar e junte os ingredientes líquidos, misture e coloque num liquidificador. Acrescente a farinha aos poucos para não empelotar e bata por mais 5 minutos depois de encorporar toda a farinha.
Despeje numa vasilha, cubra com um pano de prato e deixe descansar por mais ou menos 1 hora, ou até que comece a formar bolhas na massa.
Pré-aqueça uma chapa ou frigideira e faça panquequinhas com 10 cm de diâmetro, em fogo baixo. Atenção que deve assar apenas de um lado. A parte de cima da massa deve apenas secar. Reserve.
Faça recheio com nozes picadas, pistaches picados ou amendoins picados, misturados com açúcar e uma mistura de 1 colher de água de flor de laranjeira e 1 colher de água para dar liga. Pode ser um dos tipos de nozes ou misturar pistache com nozes, por exemplo. Há quem faça um creme com leite e farinha de arroz, aromatizada com baunilha ou água de rosas, mas não tenho a receita, que chamam de natas. Eu faço um creme de confeiteiro e aromatizo com água de rosas. Os libaneses recheiam com geléias, como de damasco, tâmaras, laranjas, etc.
Bem, voltando ao assunto, coloque o recheio no centro do disco da parte que não foi assada e dobre ao meio, como um risole.
Finalização: os libaneses simplesmente jogam a calda (não tem segredo além de misturar antes de por no fogo e deixar ferver até dar o ponto de fio grosso e colocar a água de flor de laranjeira depois de apagar o fogo).
Os egípcios fritam em óleo abundante e depois jogam a calda. Só tenha cuidado de selar bem as bordas.
Pode ser servido frio.
Massa: 1 1/2 xíc. de chá de leite morno
1 tablete (15g) de fermento biológico desmanchado em um pouco de açúcar
1 pitada de sal
2 xíc. de chá de água morna
4 xíc. de chá de farinha de trigo peneirada
manteiga ou óleo para untar a chapa.
Calda: 4 xíc. de chá de açúcar
1/2l de água
1 colher de suco de limão
1 colher de água de flor de laranjeira.
Desmanche o fermento no açúcar e junte os ingredientes líquidos, misture e coloque num liquidificador. Acrescente a farinha aos poucos para não empelotar e bata por mais 5 minutos depois de encorporar toda a farinha.
Despeje numa vasilha, cubra com um pano de prato e deixe descansar por mais ou menos 1 hora, ou até que comece a formar bolhas na massa.
Pré-aqueça uma chapa ou frigideira e faça panquequinhas com 10 cm de diâmetro, em fogo baixo. Atenção que deve assar apenas de um lado. A parte de cima da massa deve apenas secar. Reserve.
Faça recheio com nozes picadas, pistaches picados ou amendoins picados, misturados com açúcar e uma mistura de 1 colher de água de flor de laranjeira e 1 colher de água para dar liga. Pode ser um dos tipos de nozes ou misturar pistache com nozes, por exemplo. Há quem faça um creme com leite e farinha de arroz, aromatizada com baunilha ou água de rosas, mas não tenho a receita, que chamam de natas. Eu faço um creme de confeiteiro e aromatizo com água de rosas. Os libaneses recheiam com geléias, como de damasco, tâmaras, laranjas, etc.
Bem, voltando ao assunto, coloque o recheio no centro do disco da parte que não foi assada e dobre ao meio, como um risole.
Finalização: os libaneses simplesmente jogam a calda (não tem segredo além de misturar antes de por no fogo e deixar ferver até dar o ponto de fio grosso e colocar a água de flor de laranjeira depois de apagar o fogo).
Os egípcios fritam em óleo abundante e depois jogam a calda. Só tenha cuidado de selar bem as bordas.
Pode ser servido frio.
Frango assado à moda marroquina
Aprendi com o Sr. Alberto, marroquino de Tanger, dono e chef de um buffet kasher. O original pede confit de citron (conserva de limão siciliano), mas na falta, valem umas rodelas ou pedaços de casca de limão.
Tempere de véspera um frango em pedaços ou coxas e sobrecoxas à gosto (sal, pimenta, etc.). Arrume as peças de frango, batatas inglesas em pedaços(bastões da grossura de um dedo), batatas doces em pedaços, cenouras em pedaços, pimentões, fatias de citron confit(já lavados) sobre os pedaços de frango numa assadeira forrada de papel alumínio e untada com azeite. Reserve.
Numa panela doure em azeite de oliva de boa qualidade 3 dentes de alho picados, jogue em seguida 1 colher de sopa cheia de páprica picante e 1 colher de sopa de orégano (mude as quantidades se não gostar de algum dos temperos), se achar necessário, ponha sal para temperar os legumes. Acrescente antes de queimar 2 a 3 xícaras de água quente e deixe ferver um pouco. Jogue essa mistura sobre o frango, cubra com papel alumínio. Eis um truque que o Sr. Alberto me ensinou para uma cocção mais rápida e econômica, coloco a fôrma em duas bocas de fogão e deixo cozinhar uns 15 à 20 minutos (depende da quantidade de carne). Retire o papel e deixe dourar no forno, usando o grill (se seu forno possuir esse acessório).
O frango fica com a carne úmida, com um tempero picante e exótico e super perfumado. Acompanhe com arroz branco ou couscous marroquino.
Tempere de véspera um frango em pedaços ou coxas e sobrecoxas à gosto (sal, pimenta, etc.). Arrume as peças de frango, batatas inglesas em pedaços(bastões da grossura de um dedo), batatas doces em pedaços, cenouras em pedaços, pimentões, fatias de citron confit(já lavados) sobre os pedaços de frango numa assadeira forrada de papel alumínio e untada com azeite. Reserve.
Numa panela doure em azeite de oliva de boa qualidade 3 dentes de alho picados, jogue em seguida 1 colher de sopa cheia de páprica picante e 1 colher de sopa de orégano (mude as quantidades se não gostar de algum dos temperos), se achar necessário, ponha sal para temperar os legumes. Acrescente antes de queimar 2 a 3 xícaras de água quente e deixe ferver um pouco. Jogue essa mistura sobre o frango, cubra com papel alumínio. Eis um truque que o Sr. Alberto me ensinou para uma cocção mais rápida e econômica, coloco a fôrma em duas bocas de fogão e deixo cozinhar uns 15 à 20 minutos (depende da quantidade de carne). Retire o papel e deixe dourar no forno, usando o grill (se seu forno possuir esse acessório).
O frango fica com a carne úmida, com um tempero picante e exótico e super perfumado. Acompanhe com arroz branco ou couscous marroquino.
Satsumaimo frito com goma
-2 ou 3 batatas doce
-gergelim preto tostado à gosto
-shoyu à gosto
-óleo para fritar
Descasque e corte a batata em rodelas não muito grossas e frite em óleo quente até dourarem. Regue com shoyu (modeladamente) e salpique com gergelim antes de servir.É uma delícia, consumo no café da manhã, acompanho carnes e até vai bem com um chá ou café à tarde.
-gergelim preto tostado à gosto
-shoyu à gosto
-óleo para fritar
Descasque e corte a batata em rodelas não muito grossas e frite em óleo quente até dourarem. Regue com shoyu (modeladamente) e salpique com gergelim antes de servir.É uma delícia, consumo no café da manhã, acompanho carnes e até vai bem com um chá ou café à tarde.
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